Tradução por Augusto de Campos
(No Jardin des Plantes, Paris)
De tanto olhar as grades seu olhar
esmoreceu e nada mais aferra.
Como se houvesse só grades na terra:
grades, apenas grades para olhar.
A onda andante e flexível do seu vulto
em círculos concêntricos decresce,
dança de força em torno a um ponto oculto
no qual um grande impulso se arrefece.
De vez em quando o fecho da pupila
se abre em silêncio. Uma imagem, então,
na tensa paz dos músculos se instila
para morrer no coração.
Ocupa a posição 31ª dos Os 100 Melhores Poemas Internacionais do Século XX

Esse poema é uma radiogarafia perfeita de nossa alma.Opoeta mais do quem pensador ´´e um decifrador.Eu como poeta acho que já escrevei algo que penetrou nas entranhas do zier..mas dessa maneira ai diria é é uma poesia subterrânea, muito linda..inenarrável
Esse poema é uma radiogarafia perfeita de nossa alma.O poeta mais do que um pensador ´´e um decifrador. Eu como poeta acho que já escrevii algo que penetrou nas entranhas do dzier..mas dessa maneira ai diria é é uma poesia subterrânea, muito linda..inenarrável. A pantara ai reflelte nossos institntos bestiais, o homem como fera de si mesmo, ou realmente poesia tem definição?
[...] 31º A Pantera, de Rainer Maria Rilke – ”Rilke: Poesia-Coisa”, trad. de Augusto de Campos, Imago. [...]