A PANTERA – Rainer Maria Rilke

25 11 2008

Tradução por Augusto de Campos

(No Jardin des Plantes, Paris)

De tanto olhar as grades seu olhar
esmoreceu e nada mais aferra.
Como se houvesse só grades na terra:
grades, apenas grades para olhar.

A onda andante e flexível do seu vulto
em círculos concêntricos decresce,
dança de força em torno a um ponto oculto
no qual um grande impulso se arrefece.

De vez em quando o fecho da pupila
se abre em silêncio. Uma imagem, então,
na tensa paz dos músculos se instila
para morrer no coração.

Ocupa a posição 31ª dos Os 100 Melhores Poemas Internacionais do Século XX


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3 respostas

17 01 2010
nazareno santos

Esse poema é uma radiogarafia perfeita de nossa alma.Opoeta mais do quem pensador ´´e um decifrador.Eu como poeta acho que já escrevei algo que penetrou nas entranhas do zier..mas dessa maneira ai diria é é uma poesia subterrânea, muito linda..inenarrável

17 01 2010
nazareno santos

Esse poema é uma radiogarafia perfeita de nossa alma.O poeta mais do que um pensador ´´e um decifrador. Eu como poeta acho que já escrevii algo que penetrou nas entranhas do dzier..mas dessa maneira ai diria é é uma poesia subterrânea, muito linda..inenarrável. A pantara ai reflelte nossos institntos bestiais, o homem como fera de si mesmo, ou realmente poesia tem definição?

2 12 2011
Cem melhores poemas do século XX « a rua sétima_______________________

[...] 31º A Pantera, de Rainer Maria Rilke – ”Rilke: Poesia-Coisa”, trad. de Augusto de Campos, Imago. [...]

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