2009 É O ANO DA REFORMA ORTOGRÁFICA

Em casos como AUTOESTIMA o hífen cai. A sua que não pode cair.
Em algumas palavras, o acento desaparece, como em FEIURA. Aliás, poderia desaparecer a palavra toda.
O acento também cai em IDEIA, só que dela a gente precisa. E muito!
O trema sumiu em todas as palavras, como em INCONSEQUÊNCIA, que também poderia sumir do mapa. Assim, a gente ia viver com mais TRANQUILIDADE.
Mas nem tudo vai mudar. ABRAÇO continua igual. E quanto mais apertado, melhor.
AMIZADE ainda é com “Z”, como VIZINHO, FUTEBOLZINHO, BARZINHO.
Expressões como “EU TE AMO”, continuam precisando de ponto. Se for de exclamação, é PAIXÃO, que continua com “X”, como ABACAXI, que gostando ou não, a gente ainda vai ter alguns para descascar.
SOLITÁRIO ainda tem acento, como SOLIDÁRIO, que muda só uma letra, mas faz uma enorme diferença.
CONSCIÊNCIA ainda é com SC, como SANTA CATARINA, que precisa tocar a VIDA para frente.
E por falar em VIDA , bom essa muda o tempo todo, e é por isso que emociona tanto!
Desconheço a autoria, se alguém souber, por favor, me comunique, apresentaremos os devidos créditos.
SIM, SOU SEU SÚDITO
Por Fábio Henrique Gimenez Nagata
Sinceramente, sei sobre sua saudade. Saudade sublime, sem similitude, sem sinonímia, sem semelhança. Sentimentalmente, subconscientemente, solicito seu semblante, sua silhueta, sua sonoridade, seu suor, seus sortilégios, sibila. Sensatamente, solitário sou, sei. Serafins soam sirenes (sirenas), sinos, sinetas, saudando seu saracoteio, seu sapateado, seu samba, seu suingue. Sacerdotisa, sabe sacudir sua saia sem ser safada, sem ser sibarita, sem ser sirigaita, sem ser sem-vergonha, sendo sim, sapeca. Sempre se sobressai. Seu sapato, sua sapatilha, sua sandália, singram solos, sugerindo superioridade. Submisso, sorumbático, soturno, sombrio, suplico seu soslaio. Sob sobrolhos (sobrancelhas), safiras sinalizam: Sim ! Supercílios surreais… Sorvo seu sorriso, subentendo seus sentidos. Subserviente, sou seu soldado, sem salário, sem suplentes. Solenizo sua simpatia, supervisiono seu sono, superintendo sua saúde, supro suas solicitações, sigo suas sentenças, segredo seus segredos. Sondo seus sentimentos…seriam sempiternos ? Só sei, sou seu. Sem simpósios, sentencio: seja sem-cerimônia, sancione salvo-conduto. Simbolicamente, saxofones soam semibreves, semicolcheias, semínimas, semifusas, sustenidos, subgraves, semitons, suplicando seu sexo, senão,… sucumbirei. Sou sol, sou si …solfeje. Sem simulacros, sem socapas, seu sutiã sequestra sua sexualidade setentrional: seus seios. Sem sutiã, sem soquete, somente sandália, sua sensualidade, sua sexualidade sulistas sobram superabundantes, salientes, suculentas. Seminua, sem saia, sem saiote, sarada, sem silicone, sexy, suscita suplícios sem-par. Socorra seu servo. Sobejam sentimentos. Sou seu soalho, suplante seu subalterno. Sexy, sim, senhora ! Selvagem, sente-se sobre seu súdito …sou seu selim, sua sentina, sua sela, Secrete suor sobre seu seguidor. Sou simples salada sem seu sal, sua soja. Salive suficientemente… sou sua sacarose, sua sacarina. Sangro sem sua salvaguarda. Saudades ! Sozinho, solitário, sobra sarjeta. Seja santuário, sinagoga, seita, Santa Sé, Sinai, sacramentos…serei seminarista, santeiro, sacristão, samaritano, sectário, salesiano. Seja Socialismo… serei sino-soviético. Seja santidade, seja sóror (soror)… serei sua sotaina, sua sobrecasaca. Seguirei seus Salmos, sem sacrilégios, sem sacrifícios. Sem semáforos, sem sinaleiras, sou senda sinuosa, sem saída. Sou seu sequaz. Sou sentinela sequioso. Seja “superstar” …serei seu segurança. Sou sesmeiro… seja sesmaria. Seja sítio… serei semente, semearei sistematicamente seu solo. Sou safra, seja silo… Sou sua sílaba… soletre. Sou sua sardinha… seja samburá. Seja salmoura, seja sódio…salgue seu salmão. Sincronizemos, sinergicamente, simbioticamente. Sim, somos simétricos. Seja sacola…serei, simultaneamente, saco. Seja Saturno …serei seu satélite, singular, sem sobresselentes (sobressalentes). Sua sensualidade sobrepuja, solidifica, soergue seu sedutor. Seja sanfona…serei sertanejo. Seja sangue… serei seu soro. Seja soprano…serei sua serenata, sua seresta, seu soneto. Séculos, semanas, sábados, sextas, segundas, sessões, sob Sol, seguirei, sorrateiramente, sua sombra. Sina ? Sorte ? Somos sósias, somos simétricos, somos siameses. Se subescrever, sou seu sobrenome. Seja substantivo…serei sublinha. Sou seu senador, seu sargento…subsidie seu serviçal. Seriamente, sou só seu. Seu sabor, suplico. Sim, senhorita, sou solteiro, simpático, sagaz, sapiente, sóbrio, sereno, sincero. Surpreenda seu súdito, sem sutilezas, sem sofismas, sem sobressaltos, sem sovinaria (sovinice). Se sugerir, serei sultão (sem sevícias, sem safanões, sem sacudiduras, sem sadomasoquismo, sem sarabandas)…seja serralho. Se sou sete, seja seis. Sou seu signo, Sagitário… Sofro, sobremaneira, sem seu sorriso. Se sentir sede, sugue, superalimente-se…sou sua soda, seu sorvete, sua sidra, seu suco sumarento. Sem subterfúgios, sem sarros, sem sermão, sem sarcasmos, sem subornos, solte-se. Sonhe, surrealmente: sou seu super-homem, seu suporte, seu super-herói. Seja selva …serei seu sabiá, seu símio, sua salamandra, seu sapo (sapo-cururu), sua saracura, sua sucuri, sua surucucu, seu sagüi, seu sariguê, sua seriema, seu selvático, selvagem, silvestre, silvícola … Sou sandeu, sim… seja sanatório. Suicídio ? Sem surtir, sequer, satisfação. Sou suscetível, sim. Socorro ! Sou seu simplório servo. Salve ! Silhueta sem-par… Sibilo. Silvo. Sozinho, sofro, sou subdesenvolvido. Se submergir, sendo sereia, serei submarino. Se soçobrar, sou seu salva-vidas. Se surrar seu súdito, subsistirei, sem sobrecenho . Suspenda setas, suspenda sarabatana… serei signatário. Servil, seu sexo, sôfrego, solicito. Socorro, senhorita ! Solidão ? Suplico (“sinal-da-cruz”): Saia Satanás ! Separados, segregados, sofremos. Sem sobreaviso, suba sobre seu súdito…sou sua serra, seu socalco, seu serro. Selecione suas satisfações…sou seu secretário. Seja serra, serrote…Serre, seccione… sou seu sândalo, sua sicupira (sucupira), seu sicômoro, seu sarrafo. Santa, sou seu semideus. Seja sumidade, superiora, suprema, soberba, sobranceira …serei seu subdelegado. Silêncio ? Saia ! Sou seu som, sua sintonia, sua sinfonia. Sem sono, senhorita ? Sonâmbula ? … Sou seu sedativo. Sou sepulcro, sarcófago, sepultura…sozinho, sofro soterrado. Sou sujeito…seja significado, seja subjuntivo. Seja Sibéria…serei sua sauna, seu suéter, seu sobretudo. Seja sala, seja saleta…serei salão. Seja shopping suntuoso, seja supermercado… serei saguão, seções, setor, sótão, subsolo. Seja sede…serei subsidiário. Sem sossego, suplico, sussurrando, seu socorro. Seja sabre…serei seu samurai. Sou senzala…seja sinhá. Sob sereno, sob saraiva, serei seu sapê. Sol ? Sou seu sombreiro, sua sombrinha…Sonho ser seu. Seus sinais sensuais seduzem seu súdito. Se se sujar, serei seu sabonete, seu sabão, seu “shampoo” . Sozinho, sobra solilóquio. Síncope, sinusite, sarampo, septicemia, supuração, sânie, surdez, surtos, sezão, sífilis, soltura, sintomatologias (sinas, sintomas) somáticas… seu socorro sara seu servo Sobreviverei, sem sequelas. Serei são. Sozinho, sou secarrão, semimorto, subnutrido. Sou subordinado, sem sestas, só serões. Sou seu serviçal, sem ser sacripanta , songamonga, sujo, sórdido, sisudo, sarnento. Sou seu suflê, seu saboroso sanduíche, sua salsicha, seu sápido sapoti, seu salpicão, seu salame, seu siri, seu sururu, seu sarapatel, seus salgadinhos sortidos…sacie-se. Sou seu suprimento, seu sustento.
S.O.S.
Sim, sós… (sem sogra, sem sobrinhos, sem sicranos).
Síntese, sinopse sobre sobredito, supracitado: sou seu súdito !
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“Inspirei-me no famoso e fantástico texto de Chico Anysio,
intitulado Monólogo Mundo Moderno”
Fabio H.G.Nagata
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Texto recebido, de um leitor de ***Palavras Rabiscadas***, em um comentário: http://mscamp.wordpress.com/2008/11/06/guia-pratico-da-nova-ortografia/#comments
É um excelente texto, muito bem elaborado e criativo, por isso resolvi compartilhá-lo. Boa leitura.
VOCÊ TEM EXPERIÊNCIA?
Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam dissertar sobre a seguinte pergunta: “VOCÊ TEM EXPERIÊNCIA?” A redação abaixo teria sido desenvolvida por um dos candidatos.
O e-mail informa que ele teria sido aprovado e que seu texto está fazendo sucesso na internet. Na opinião do leitor que nos escreveu, o autor, com certeza, será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma.
Esta teria sido a REDAÇÃO VENCEDORA:
Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar.
Já me queimei brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto.
Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone.
Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo.
Já confundi sentimentos.
Já peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro.
Já me cortei fazendo a barba apressado.
Já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas.
Já subi em árvore pra roubar fruta.
Já caí da escada de bunda.
Já fiz juras eternas.
Já escrevi no muro da escola.
Já chorei sentado no chão do banheiro.
Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando.
Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado.
Já me joguei na piscina sem vontade de voltar.
Já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios.
Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro.
Já tremi de nervoso.
Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua.
Já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um “para sempre” pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol.
Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.
Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração. E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: ‘Qual sua experiência?’ Essa pergunta ecoa no meu cérebro: Experiência… Experiência…
Será que ser “plantador de sorrisos” é uma boa experiência? Não. talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?”