Obediência

28 10 2014

download

OBEDIÊNCIA

É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar, replicou o rei. A autoridade repousa sobre a razão. Se ordenares a teu povo que ele se lance ao mar, farão todos revolução. Eu tenho o direito de exigir obediência porque minhas ordens são razoáveis.

- Antoine Saint-Exupéry, em ‘O Pequeno Príncipe’





A Sete Chaves

3 10 2014

4 (1)

“E te guardo em mim como quem tranca seus maiores tesouros em um cofres a sete chaves. Te espero sem apressar-te os passos. Te busco em cada detalhe das estrelas. Deixo-te habitar cada canto do meu riso. Permaneço para que tu não tenhas que procurar-me. E te protejo, de perto, de longe, tanto faz. Me faço de guarda-chuva em tempestades, se precisares. E sou tua, sempre que quiseres.”

— Bernadete Guedes.





Um Homem de Sorte

29 09 2014

download (4)

“Sabe, uma coisa mínima pode mudar sua vida. Num piscar de olhos alguma coisa acontece do nada quando você menos espera e te coloca em um caminho que você nunca planejou. E um futuro que você nunca imaginou. Pra onde ele vai te levar? É a jornada de nossas vidas, nossa busca pela luz, mas as vezes pra encontrar a luz você tem que passar pela mais profunda escuridão. Pelo menos foi o que aconteceu comigo.”

Um Homem de Sorte





Que Importa o Começo?

24 09 2014

cupcake

Sendo o fim doce, que importa que o começo amargo fosse?

- William Shakespeare,  em Hamlet




Envelhecer

4 09 2014

teresa-de-calcuta

envelhecer, quem sabe
não seja assim tão desastroso
me interessa perder esta ansiedade
me atrai ser atraente mais tarde
um pouco mais de idade, que importa
envelhecer, quem sabe
não seja assim tão só

Martha Medeiros





Palavra Por Palavra

29 08 2014

tumblr_n8

“…e escreveu o poema como lhe veio, palavra por palavra. Era como copiar um poema que outra pessoa lhe sussurrasse ao ouvido, mas ainda assim dava toda a atenção às palavras da página. Como nunca tinha escrito um poema daquela forma, num ímpeto de inspiração, de uma só vez, um canto de sua cabeça duvidava da sua qualidade. Mas à medida que os versos se seguiam, um após outro, parecia-lhe que era perfei­to em todos os aspectos, o que fez seu coração feliz bater mais rápido. E as­sim continuou escrevendo quase sem interrupção, deixando espaços apenas aqui e ali para as palavras que não tinha ouvido direito, até ter escrito trinta e quatro versos.”

– Orhan Pamuk,  em Neve




A Hora da Estrela

22 08 2014

12736

(…) Vejo agora que esqueci de dizer que por enquanto nada leio para não contaminar com luxos a simplicidade de minha linguagem. Pois como eu disse a palavra tem que se parecer com a palavra, instrumento meu. Ou não sou um escritor? Na verdade sou mais ator porque, com apenas um modo de pontuar, faço malabarismos de entonação, obrigo o respirar alheio a me acompanhar o texto (…) – Clarice Lispector