Pedro Cardoso fala sobre Nudez na TV

14 07 2016

A nudez é uma crise na narrativa (…)





Dicas de Língua Portuguesa

15 02 2016

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Deus É Maior

1 01 2016

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DEUS É MAIOR


Deus criou a mulher e junto com ela criou a fantasia. Foi assim que uma vez a Verdade desejou conhecer um palácio por dentro e escolheu o mais suntuoso de todos, onde vivia o grande sultão Haroun Al­-Raschid. Vestiu seu corpo apenas com um véu transparente e pouco depois chegou à porta do magnífico palácio. Assim que o guarda apareceu e viu aquela bela mulher sem nenhuma roupa, ficou desconcertado e perguntou quem ela era. E a Verdade respondeu com firmeza:

— Eu sou a Verdade e desejo encontrar-­me com seu senhor, o sultão Haroun Al-­Raschid.
O guarda entrou e foi falar com o grão-­vizir. Inclinando­-se diante dele, disse:
— Senhor, lá fora está uma mulher pedindo para falar com nosso sultão, mas ela só traz um véu completamente transparente cobrindo seu corpo.
— Quem é essa mulher? — perguntou o grão-­vizir com viva curiosidade.
— Ela disse que se chama Verdade, senhor — respondeu o guarda.
O grão-­vizir arregalou os olhos e quase gaguejou:
— O quê? A Verdade em nosso palácio? De jeito nenhum, isso eu não posso permitir. Imagine o que ia ser de mim e de todos aqui se a Verdade aparecesse diante de nós? Estaríamos todos perdidos, sem exceção. Pode mandar essa mulher embora, imediatamente.
O guarda voltou e transmitiu à Verdade a resposta do seu superior.
A Verdade teve que ir embora, muito triste.
Acontece que…
Deus criou a mulher e junto com ela criou a teimosia. A Verdade não se deu por vencida e foi procurar roupas para vestir. Cobriu-­se dos pés à cabeça com peles grosseiras, deixando apenas o rosto de fora e foi direto, é claro, para o palácio do sultão Haroun Al-­Raschid.
Quando o chefe da guarda abriu a porta e encontrou aquela mulher tão horrivelmente vestida, perguntou seu nome e o que ela queria. Com voz severa ela respondeu:
— Sou a Acusação e exijo uma audiência com o grande senhor deste palácio.
Lá se foi o guarda falar com o grão-­vizir e, ajoelhando­-se diante dele, disse:
— Senhor, uma estranha mulher envolvida em vestes mal cheirosas deseja falar com nosso sultão.
— Como é que ela se chama? — perguntou o grão­-vizir.
— O nome dela é Acusação, Excelência.
O grão-­vizir começou a tremer, morto de medo:
— Nem pensar. Já imaginou o que seria de mim, de todos aqui, se a Acusação entrasse nesse palácio? Estaríamos todos perdidos, sem exceção. Mande essa mulher embora imediatamente.
Outra vez a Verdade virou as costas e se foi tristemente pelo caminho. Ainda dessa vez ela não se deu por vencida.
E isso por que…
Deus criou a mulher e junto com ela criou o capricho.
A Verdade buscou pelo mundo as vestes mais lindas que pôde encontrar: veludos e brocados, bordados com fios de todas as cores do arco­-íris. Enfeitou-­se com magníficos colares de pedras preciosas, anéis, brincos e pulseiras do mais fino ouro e perfumou­-se com essência de rosas. Cobriu o rosto com um véu bordado de fios de seda dourados e prateados e voltou, é claro, ao palácio do sultão Haroun Al-­Raschid.
Quando o chefe da guarda viu aquela mulher deslumbrante como a Lua, perguntou quem ela era.
E ela respondeu, com voz doce e melodiosa:
— Eu sou a Fábula e gostaria muito de encontrar­-me, se possível, com o sultão deste palácio.
O chefe da guarda foi correndo falar com o grão-­vizir, até esqueceu de ajoelhar-­se diante dele e foi logo dizendo:
— Senhor, está lá fora uma mulher tão linda, mas tão linda, que mais parece uma rainha. Ela deseja falar com nosso sultão.
Os olhos do grão­-vizir brilharam:
— Como é que ela se chama?
— Se entendi bem, senhor, o nome dela é Fábula.
— O quê? — disse o grão-­vizir, completamente encantado. — A Fábula quer entrar em nosso palácio? Mas que grande notícia! Para que ela seja recebida como merece, ordeno que cem escravas a esperem com presentes magníficos, flores perfumadas, danças e músicas festivas.
As portas do grande palácio de Bagdá se abriram graciosamente, e por elas finalmente a bela andarilha foi convidada a passar.
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Foi desse modo que a Verdade, vestida de Fábula, conseguiu conhecer um grande palácio e encontrar-­se com Haroun Al­-Raschid, o mais fabuloso sultão de todos os tempos.
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*Allah Hu Akbar! Allah Hu Akbar! : expressão árabe que, na tradição oral, anunciava que uma lenda seria contada a partir daquele momento. A tradução é “Deus é o maior!”




Não Há Lugar Melhor Que O Nosso Lar

29 06 2015

Trecho de Clip Musical retirado do filme “BOLT – O SUPER CÃO”

 “Não há lugar melhor que o nosso lar.” – em O Mágico de Oz [Dorothy]





Escrever é Esquecer

10 03 2015

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Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida – umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana.
Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.

Fernando Pessoa SOARES, B. Livro do Desassossego. Vol.II. Lisboa: Ática. 1982. 505p.





Os números de 2014

30 12 2014

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

O Museu do Louvre, em Paris, é visitado todos os anos por 8.5 milhões de pessoas. Este blog foi visitado cerca de 400.000 vezes em 2014. Se fosse o Louvre, eram precisos 17 dias para todas essas pessoas o visitarem.

Clique aqui para ver o relatório completo





Tudo Se Confunde

4 12 2014

download (6)“O encontro no espaço virtual [Internet] não substitui nem supera o encontro concreto, e, ainda que elimine distâncias, não elimina todas as existentes. […] Só existe relação entre pessoas justamente porque a relação não está dada, todo encontro envolve movimento de um em direção ao outro para que uma ponte se construa entre eles. A construção da distância é algo que precisamos compreender. A distância é o nome próprio da separação, ou seja, da não-relação. […] A aproximação é o primeiro momento da relação. Não há relação sem aproximação, nem distância sem separação. Mas, ao mesmo tempo, tudo isso se confunde.”

Filosofia em comum pra ler junto – Márcia Tiburi