QUALIDADES DO PROFESSOR – Cecília Meireles

15 01 2009

 

QUALIDADES DO PROFESSOR

Se há uma criatura que tenha necessidade de formar e manter constantemente firme uma personalidade segura e complexa, essa é o professor.

Destinado a pôr-se em contato com a infância e a adolescência, nas suas mais várias e incoerentes modalidades, tendo de compreender as inquietações da criança e do jovem, para bem os orientar e satisfazer sua vida, deve ser também um contínuo aperfeiçoamento, uma concentração permanente de energias que sirvam de base e assegurem a sua possibilidade, variando sobre si mesmo, chegar a apreender cada fenômeno circunstante, conciliando todos os desacordos aparentes, todas as variações humanas nessa visão total indispensável aos educadores.

É, certamente, uma grande obra chegar a consolidar-se numa personalidade assim. Ser ao mesmo tempo um resultado — como todos somos — da época, do meio, da família, com características próprias, enérgicas, pessoais, e poder ser o que é cada aluno, descer à sua alma, feita de mil complexidades, também, para se poder pôr em contato com ela, e estimular-lhe o poder vital e a capacidade de evolução.
E ter o coração para se emocionar diante de cada temperamento.
 E ter imaginação para sugerir.

E ter conhecimentos para enriquecer os caminhos transitados.

E saber ir e vir em redor desse mistério que existe em cada criatura, fornecendo-lhe cores luminosas para se definir, vibratilidades ardentes para se manifestar, força profunda para se erguer até o máximo, sem vacilações nem perigos. Saber ser poeta para inspirar. Quando a mocidade procura um rumo para a sua vida, leva consigo, no mais íntimo do peito, um exemplo guardado, que lhe serve de ideal.

Quantas vezes, entre esse ideal e o professor, se abrem enormes precipícios, de onde se originam os mais tristes desenganos e as dúvidas mais dolorosas!

Como seria admirável se o professor pudesse ser tão perfeito que constituísse, ele mesmo, o exemplo amado de seus alunos!

E, depois de ter vivido diante dos seus olhos, dirigindo uma classe, pudesse morar para sempre na sua vida, orientando-a e fortalecendo-a com a inesgotável fecundidade da sua recordação.

 
Texto de Cecília Meireles, extraído do livro Crônicas de Educação 3

 

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2 respostas

20 06 2009
Dejane Barros

A PERSONALIDADE DO PROFESSOR EM QUESTÃO

Dejane Figueiredo Barros
Ruth da Silva

RESUMO

A capacidade de cada pessoa se distinguir, individualizar de todas as outras, seu jeito de ser e de agir, habitualmente é o passo de nossa investigação no uso da força física e da capacidade intelectual para o professor alcançar sua satisfação pessoal e profissional, desse modo contribuir com a formação intra e inter pessoal de seus aprendizes. Contudo, os alcances dessas metas dependem de uma boa estrutura no sistema sócio – político e econômico, logo que esse bom desenvolvimento professoral está (assim como qualquer individuo pertencente a este meio) incluído neste ciclo vital.

Palavras – chave: Personalidade. Humano – genérico. Identidade. Formação humana. Formação profissional.

1. INTRODUÇÃO

O ser humano possui características inerentes a sua essência, como os sentimentos de: generosidade, amor, compaixão, raiva e outros, os quais irão moldar sua personalidade, o que nos faz distintos uns dos outros.
No tocante à subjetividade, particularidade está que nos faz único, viemos ressaltar sua performance no trabalho docente. Assim como qualquer profissional tem suas atividades laborais influenciadas pela própria individualidade, no trabalho do professor também não deixa de ocorrer o mesmo.
Vê – se que o educador, sujeito pertencente a está sociedade é esquecido como cidadão, o qual é manipulado pelas ações políticas, econômicas e sociais, entretanto desvalorizamos a sua trajetória de vida, isto é, como se deu sua formação humana (valores, crenças, experiências, etc.).
Em todo o processo de formação docente não é discutido sobre instrumentos de trabalho, carga, riscos, segurança, higiene e acidentes de trabalho. Estes temas na formação e no processo de organização escolar, nas ciências da educação não são abordados, não são identificados como participantes da formação, e da vida dos docentes (Martínez, 2004: página).

De um lado esta desatenção contribui para diversos conflitos no progresso pedagógico, gerando desconforto na prática docente, já que são vistos como incapazes de exercer tal função, contribuindo para tal concepção, a instituição família, no momento em que deixa a cargo da escola a execução de seu papel. Do outro lado precisamos reconhecer o trabalho docente como uma atividade executada por trabalhadores educacionais, que necessitam o atendimento preciso como qualquer outro profissional, isto é, um trabalhador proletário.
A personalidade do professor, assim como de qualquer ser humano, interfere de forma positiva ou negativa tanto na vida pessoal como profissional. O “eu” do professor deve ser algo esmerado, com o intuito de que tal procedimento o torne um ser com a auto – estima elevada e desta forma possa contribuir com o desenvolvimento humano, físico e espiritual de seus discentes.

[...] tende a se culpar desde seus primeiros enfrentamentos com a realidade cotidiana do magistério, porque em muito pouco tempo descobre que sua personalidade tem muitas limitações que não se encaixam no modelo de “professor ideal”, com o qual se identificou durante o período de sua formação inicial. (Esteve, 1999, p.56).

Diante destes problemas, cabe ao professor aprimorar – se como pessoa, de forma a abranger os aspectos afetivos, reflexivo, crítico e social sobre sua atuação como profissional, nesse sentido o mesmo deve ser responsável pelo seu desenvolvimento intrapessoal e interpessoal.

A profissão do professor é cheia de grandes pressões e expectativa por parte dos alunos, dos pais, da sociedade e, portanto, da instituição, e na qual paradoxalmente, os recursos de avaliação da experiência real do trabalho são insuficientes, por assim dizer nulos. Nessa clivagem se introduz facilmente o medo da incompetência, o temor de usurpar um lugar e de está a todo momento sujeito a ver desmascarada essa usurpação. (Laville 2005, p. 118)
Em face dessa grande interferência na carreira docente, verifica – se que é atribuído somente ao professor o almejado ensino de qualidade, o que não depende apenas da boa vontade, disposição e formação (pessoal e profissional) do mestre.
Todo conjunto de pessoas formado por grupos interligados, submetidos às mesmas leis e instituições, considerados como uma unidade e participando todos de uma mesma cultura comum, assim sendo considerados estabelecem relações que são interdependentes, contudo o magistério sofre regras definidas pelas Câmaras Municipais, Assembléias Legislativas e pelos Executivos locais, ocasionando enormes distorções em nossa educação brasileira, haja vista a contribuição do professor quando deixa de adequar os Parâmetros Curriculares Nacionais à realidade de seus alunos.
Em virtude do grupo social que se caracteriza pela residência comum, pelos laços de parentescos, pela cooperação econômica e pela relação afetiva, o qual é constituída pelos pais e pelos filhos, podendo fazer parte também os avós, tios, primos ou agregados; diante desta entidade social (família), nota – se que esta necessidade para um bom desenvolvimento para que assim possa ter êxito em outras instituições, como escola, trabalho, igreja…, cujas ajudarão este homem a participar positivamente como sujeito do meio. O aumento dessas exigências que advêm da instituição família contribui para o mal está docente, logo que muitos não estão preparados para tais mudanças, como por exemplo, a mudança no sistema educativo, fazendo com que estes profissionais tenham atitudes negativas como: inibição, sentimento contraditórios, rejeição às mudanças, medo, insatisfação, desajuste, absentismo laboral, esgotamento, estresse, ansiedade, depressões, relações neuróticas e até mesmo o abandono da docência.
A formação torna – se negativa a parti do momento que parte de uma necessidade negativa e não do que já faz parte da experiência, conhecimento deste profissional (a experiência antecedendo a teoria). Dessa forma desvalorizam a sua competência adquirida pela experiência, a qual demonstra a verdadeira necessidade do mundo professoral. Pode – se dizer: de acordo com “Emílio” de Rousseau, “não vive mais quem é mais velho, porém quem sentiu mais a vida” – e intextualizando com este podemos dizer que grandes educadores como Paulo Freire e Evanildo Bechara o souberam senti – la, e através dessas vivencias, adquiriram novos conhecimentos e hoje são mundialmente estudados e analizados como base para a formação de inúmeros professores.

LA PERSONALIDAD DE EL MAESTRO EN EL ASUNTO

RESUMEN

La capacidad de cada persona de destacar, individualizar de todos los otros, la manera del his/her de ser y habitualmente de acción, es el paso de nuestra investigación en el uso de la fuerza física y de la capacidad intelectual para el maestro para alcanzar el his/her la satisfacción personal y profesional, de esa manera de contribuir con el intra de la formación y personal entierre de su aprendizes. Sin embargo, los alcances de esas metas dependen de una estructura buena en el compañero del sistema – político y barato, en cuanto ese desarrollo profesoral bueno sea (así como cualquier pertenencia individual a este medio) incluido en este ciclo vital.

Las palabras – la llave: La personalidad. Humano – genérico. La identidad. La formación humana. La formación profesional.

REFERÊNCIAS

QUEIROZ, Tânia Dias. Dicionário prático de pedagogia. 1° Ed. São Paulo. Rideel, 2003.

GROSSI, Gabriel Pillar. Profissão Professor: Um debate oportuno. Revista Nova Escola, São Paulo, n. 201, p. 06, Abril 2007.

Revista Nova Escola. Grandes pensadores: 41 educadores que fizeram história, da Grécia antiga aos dias de hoje. Educação Especial, N. 19. Ed. Abril. P. 23 – 25, 38 – 40, 53 – 55 e 110 – 112.

RABELLO, Roberto Sanches. A Crise da Modernidade e a Formação Continuada do Professor: a Contribuição da Arte e da Ludicidade. Rio de Janeiro. FAETEC. 2008. Disponível em: acesso em: 09/04/2009.

PASCHOALINO, Jussara Bueno de Queiroz. A Complexidade do Trabalho Docente na Atualidade. UFMG. Minas Gerais. Disponível em: acesso em: 09/04/2009.

BRAND, Rita Melânia Webler. O Mal-Estar e os Riscos da Profissão Docente. Paraná. Disponível em: acesso em: 09/04/2009.

9 10 2012
Talita

oi meu professor quer um poema sobre o dia do professor …. você tem um poema sobre o dia do professor ou só dos professores ?

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