NOS SALÕES DO SONHO – Mário Quintana

1 12 2009

Mas vocês não repararam, não?!
Nos salões do sonho nunca há espelhos…
Por quê?
Será porque somos tão nós mesmos
Que dispensamos o vão testemunho dos reflexos?
Ou, então
– e aqui começa um arrepio –
Seremos acaso tão outros?
Tão outros mesmos que não suportaríamos a visão daquilo,
Daquela coisa que nos estivesse olhando fixamente do outro lado,
Se espelhos houvesse!
Ninguém pode saber… Só o diria
Mas nada diz,
Por motivos que só ele conhece,
O misterioso Cenarista dos Sonhos!

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2 responses

3 12 2009
Wesley

Textos assim, lidos uma única vez, dão a mesma sensação de se comer pudim de uma só vez, não se consegue sentir todo seu sabor. Li, re-li, li novamente e ainda acho que tem mais para ser percebido nele. Logo, só me resta le-lo novamente 🙂

4 12 2009
Palavras Rabiscadas

É verdade. Antes de colocá-lo na mesa para os leitores degusta-lo eu experimentei algumas vezes, depois vendo-o ali, me pareceu saboroso, provei mais um pouquinho, e não é enjoativo… 😉 Sente-se à mesa, fique à vontade!

Abraços.

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