Lúcida Loucura

9 02 2010

LÚCIDA LOUCURA

Durmo tarde, acordo cedo. Durmo cedo, acordo tarde. Durmo à tarde, durmo cedo e acordo tarde. O sono me embala como ama, difícil é sair cedo da cama. Essa noite foi diferente, dormi pouco, o pensamento bradava rouco. Foi o tempo de fechar os olhos e ter que acordar. Não acreditei, o relógio já dizia pra eu levantar! Despertei e os meus pensamentos ainda vazios, adormecidos e frios. Atravessaram o dia por lugares solitários, vasculhando recordações, deixando o corpo recheado de emoções, saboreando de doces e amargas sensações.

Risos antecedendo lágrimas no olhar,  eu buscava a liberdade do meu pensar. Sensatez e desequilíbrio me ofereciam os braços. Não desejei os laços, rejeitei os abraços. No peregrinar encontrei a alma dividida: uma triste, escondida e perdida; a outra alegre, desenvolvida e cheia de vida. Na luz do juízo, a claridade refletia a complexidade da loucura e da sanidade. Na manifestação da ilusão busquei o equilíbrio na lúcida alucinação, firmando a razão e a emoção. Procuro a felicidade, mas quero realidade, já que tudo aqui é vaidade. No fim do passeio por dois mundos: a despedida. Meus sonhos se aconchegam no sono, os versos deixo-os no abandono. Cansei da viagem, meu corpo pede passagem.

Marli Savelli Quantcast

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10 06 2010
Lúcida Loucura « Aquario Literario

[…] Lúcida Loucura publicado no Palavras Rabiscadas em 09/02/2010 […]

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