Desabitada

DESABITADA

Vivo à noite o meu dia.
Meu dia, uma escuridão.
Lá fora, Verão.
Aqui dentro, Inverno.
Não há sol nem lua.
Minha vista escureceu.
É cedo ou tarde?
Não vejo nada e ninguém.
Nem mesmo um pássaro voa.
Não sei o que fazer e o que dizer.
Cessaram as palavras.
Meus ouvidos pararam de escutar.
Os pensamentos adormeceram.
Minha alma murmura em soluços.
Estou desabitada.
Sem sonho.
Sem desejo.
Sem amor.

 

Marli Savelli (De’Lírios)

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