A UMAS SAUDADES – Gregório de Matos

6 12 2010

Parti, coração, parti,
navegai sem vos deter,
ide-vos, minhas saudades
a meu amor socorrer.

Em o mar do meu tormento
em que padecer me vejo
já que amante me desejo
navegue o meu pensamento:
meus suspiros, formai vento,
com que me façais ir ter
onde me apeteço ver;
e diga minha alma assim:
Parti, coração, parti,
navegai sem vos deter.

Ide donde meu amor
apesar desta distância
não há perdido constância
nem demitido o rigor:
antes é tão superior
que a si se quer exceder,
e se não desfalecer
em tantas adversidades,
Ide-vos minhas saudades
a meu amor socorrer.

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One response

26 05 2013
wanessa azevedo

Olá., gostaria de pedir algumas informações sobre esse poema. Tenho que fazer uma contextualização desse poema, mas preciso saber o ano em que foi escrito e procurar um conhecimento dos acontecimentos da época, poderia me ajudar?

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