O JARDINEIRO – Robindronath TAGORE

22 02 2011

És como a nuvem da tarde
flutuando no céu do meu sonho.
Posso criar-te e modelar-te segundo
os caprichos do meu amor.
E és minha, ó habitante dos meus
sonhos infinitos.

Os teus pés estão orvalhados pela gloria
do meu desejo, ó respingadora dos meus cânticos
da tarde.
Os teus lábios tornaram-se amargos e doces
pelo vinho da minha dor.
E és minha, ó habitante dos meus
sonhos solitários.

É a sombra das minhas paixões que torna
sombrios os teus olhos. És a alucinação do
meu olhar.
Eis que te prendi e envolvi nas malhas dos
meus cânticos, ó meu amor.
E és minha, ó habitante dos meus
sonhos imortais.

Poema 30 de O Jardineiro
por Robindronath Tagore  

Nota : Este poema, ademais de formoso, é muito importante e em Bengala é uma cantiga de amor muito linda e popular titulada “Tumi sondaro meghomala”. È um prazer escutá-la na voz do intérprete Sumon Kobir. Tambem influiu em Pablo Neruda, que no seu famoso livro Vinte poemas de amor realiza  uma paráfrase deste poema, que é que leva o número 16.

 

Recebido por e-mail de Prof. José PAZ Rodrigues, em 18/02/2011, a quem devo meus agradecimentos.

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