(…) Clarice Lispector

Ela uma vez vira uma amiga inteiramente de coração torcido e doído e doido de forte paixão. Então não quisera nunca a experimentar. Sempre tivera medo das coisas belas demais ou horríveis demais: e que não sabia em si como responder-lhes e se responderia se fosse igualmente bela ou igualmente horrível. Estava assustada como quando vira sorriso de Mona Lisa, ali à sua mão no Louvre. Como se assustara com o homem da ferida ou com a ferida do homem. […].

“A bela e a fera ou A ferida grande demais”, Clarice Lispector

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