Admirável Mundo Novo

 Autor: Aldous Huxley

 mundo novo

SINOPSE: Em Admirável Mundo Novo Huxley descreve, num misto de fantasia e sátira implacável, uma sociedade futura de tipo totalitário. A ideia simplista do progresso, alicerçado apenas na técnica; o sórdido materialismo mecanicista e certas ideologias filiadas numa filosofia de inspiração pragmática -eis o alvo da sátira de Huxley. Efectivamente , o Admirável Mundo Novo é um aviso, um apelo à consciência dos homens. É uma denúncia do perigo que ameaça a humanidade, se a tempo não fechar os ouvidos ao canto da sereia do falso progresso.

 

 

 

ANÁLISE DA OBRA por Marli Savelli de Campos

 

O Admirável Mundo Novo, escrito por Aldous Huxley em 1931, é uma “fábula” futurista relatando uma sociedade completamente organizada sob um sistema científico de castas, onde não haveria vontade livre, abolida pelo condicionamento; a servidão seria aceitável devido as doses regulares de felicidade química e ortodoxias e ideologias seriam ministradas em cursos durante o sono. Olhando o presente, podemos imaginar um futuro semelhante em termos de avanços tecnológicos.

  

 

O PROCESSO BOKANOVSKY É UM DOS PRINCIPAIS INSTRUMENTOS DA ESTABILIDADE SOCIAL

 

 O Processo Bokanovsky é um dos principais instrumentos da estabilidade social, pois possibilita a produção em série do ser humano permitindo que em um único óvulo sejam fecundados 96 gêmeos, por isso se dá a estabilidade social. Através deste processo toda a comunidade, homens e mulheres serão idênticos, padronizados, em grupos uniformes, constituídos de um único embrião. “… Toda a pessoa de uma pequena usina constituída pelos produtos de um único ovo bokanovskizado…” (p.14) E ainda, manipulados, condicionados através do Sistema Hipnopédico que consistia em repetir dezenas de vezes mensagens, durante o sono das pessoas, acabando por ficar gravado no subconsciente como se fosse uma lição de casa.

 

 

Não há Civilização sem Estabilidade Social.

Não há Estabilidade Social sem Estabilidade Individual.

 

Segundo Huxley para que haja uma estabilidade social é preciso um equilíbrio e igualdade da comunidade, e isto estava condicionado à estabilidade individual, ou seja, era preciso que as pessoas fossem felizes, satisfeitas com o que lhes foi estabelecido, condicionado. “… homens sãos de espírito, obedientes, satisfeitos em sua estabilidade…” (p.55). “O controle do comportamento indesejável por intermédio do castigo é menos eficaz, no fim das contas, do que o controle por meio de reforço do comportamento desejável mediante recompensas.” (p. 18) Já que a punição trava temporariamente o comportamento indesejável, mas não suprime definitivamente a tendência da vítima a sentir-se bem ao comportar-se de determinado modo.

Com a estabilidade individual, social, todos eram perfeitos, felizes, e todos eram de todos, onde nem sequer havia espaço para guerras, desentendimentos entre outras coisas. Portanto, vivia-se numa sociedade perfeitamente condicionada e completamente organizada, sob um sistema científico de castas, onde a vontade livre fora abolida por meio de um condicionamento metódico, a servidão tornou-se aceitável mediante doses regulares de felicidade quimicamente transmitida pelo “soma” (a droga liberada do futuro), e onde as ortodoxias e ideologias eram propagandeadas em cursos noturnos durante o sono.

 

 

OBJETIVO DO CONDICIONAMENTO DAS PESSOAS

 

O condicionamento imposto começava desde logo no período da incubação, onde cada sujeito era condicionado para ocupar o seu lugar na estrutura social criada, predestinadas cada qual para uma função, uns para serem mineiros, outros tecedores de seda, dentre outras funções. Sendo assim seu espírito seria formado de maneira a confirmar as predisposições do corpo. Para serem felizes as pessoas precisavam aceitar passivamente seu destino “… fazer as pessoas amarem o destino social de que não podem escapar…” (p.25) O condicionamento do ser humano, um cenário que a humanidade atualmente não deseja, poderá obrigá-lo, condicioná-lo levando a gostar e/ou fazer coisas para o bem do próprio Estado, onde o indivíduo vive numa serena ignorância devido o seu brutal condicionamento, atingindo assim a tal Estabilidade que se fala. Huxley consolida na sua obra: “_ Estabilidade – insistiu o administrador _ Estabilidade. A necessidade fundamental e definitiva…” (p.56).

 

RELAÇÃO COM OS LIVROS E A LITERATURA

 

Desde o período da incubação o sujeito passa pelo condicionamento, onde já ficam determinados a ficaram longe dos livros por toda a vida. “_Elas crescerão com o que os psicólogos chamavam de um ódio “instintivo” aos livros” (p.32). Dessa forma, não havia espaço para questionamentos ou dúvidas, nem para os conflitos, evitando o perigo de lerem coisas que provocassem o indesejável questionamento a respeito das coisas que lhes foram impostas, para que não descobrissem através dos livros os valores morais e éticos que foram abolidos naquele novo mundo: família, sentimentos, religião, o Verdadeiro DEUS. Os livros (A Bíblia) “… são velhos, tratam de Deus tal como era há centenas de anos, não de Deus tal como ele é presentemente”. Sendo assim, nada lhe sairia do controle, a comunidade continuaria passiva, servindo os ideais estabelecidos por um Estado Totalitário, sob o qual se regiam os princípios “Comunidade, Identidade, Estabilidade”.

 

 

CONCEITO DE FAMÍLIA

 

A família era vista como um valor ultrapassado, todos os valores humanos foram transferidos para o conforto e felicidade. A família é completamente excluída deste novo mundo, uma vez que a mãe, pai, ou mesmo família em geral eram palavras consideradas falsas e ridículas, sem nenhum sentido. “É minha mãe (…). A enfermeira lançou-lhe um olhar cheio de horror e em seguida virou-se bruscamente…” Todos eram de todos, não existia um vínculo amoroso, as intimidades eram consideradas sufocantes, o relacionamento, perigoso, insensato e obsceno. “O lar, a casa _ … falta de ar, falta de espaço, uma prisão insuficientemente esterilizada; a obscuridade, a doença, os cheiros.” (p.49).

 

 

QUEM ERA FORD?

 

Deus nesta obra foi substituído por Ford, tendo o autor criado um próprio Deus para este novo mundo. “…. Deus no cofre-forte e Ford nas estantes…”. Este nome pode ter sido influenciado por Freud – o pai da psicanálise, que estudava a essência do homem e suas personalidades. “ Nosso Ford – ou nosso Freud, como, por alguma razão inescrutável, preferia ser chamado assim, sempre que tratava de assuntos psicológicos.”(p.51).  Ou, até mesmo, inspirado na mistura do nome Freud com “Lord”  que significa: senhor, amo, soberano, Deus.

O verdadeiro Deus não tem espaço neste novo mundo, ou melhor, nenhum ser deste novo mundo tinha conhecimento da existência de Deus, ao contrário do Selvagem que tinha absorvido conhecimentos com sua mãe Linda e com o velho sábio. Numa conversava com os Administradores Mundiais, John, o Selvagem afirmava:  “Não quero conforto. Quero Deus, quero poesia, quero o autêntico perigo, quero a liberdade, quero bondade, quero o pecado…” enfim, quero ter o direito de ser infeliz se assim desejar. As pessoas deste novo mundo, exceto Selvagem, desconhecem a Deus pois foram completamente abstraídas da religião em concreto.

A proclamação da ‘morte de Deus’ na vã esperança de um ‘super-homem’, traz consigo um resultado evidente: a ‘morte do homem’. De fato não se pode esquecer que a negação da sua dimensão de criatura, longe de exaltar a liberdade do homem, gera novas formas de escravidão, novas discriminações, novos e profundos sofrimentos. A clonagem corre o risco de ser a trágica paródia da onipotência de Deus.

 

O SOMA E A NOSSA REALIDADE.

 

O Soma é a droga liberada do futuro, é a droga psicotrópica, indispensável, usada neste mundo para fugir do cotidiano, ou seja, para as pessoas se abstraírem completamente das suas emoções, quando estas quiserem vir a tona. “Podem proporcionar a si mesmos uma fuga da realidade sempre que desejarem e retornar a ela sem a menor dor de cabeça nem sombras de mitologia” (p.69). São usadas como instrumentos do governo, com o objetivo de impedir o povo de prestar demasiada atenção às realidades da situação social e política. Somente o ‘Selvagem’, personagem do Admirável Mundo Novo resgatado de uma reserva de pré-civilizados percebe isso com nitidez, pois olhando aquela civilização de fora, tem condições de detectar o que os seres extremamente condicionados não vêem. Daí sua revolta e tentativa de “libertá-los” do soma.

Segundo Ivan Schmidt, na obra, A ilusão das drogas, “A cocaína é uma substância química capaz de modificar de vários modos a atividade mental, ora excitando-a, ora reprimindo-a, tem o poder de modificar e transformar a percepção mental, influindo até mesmo no comportamento social do indivíduo, de conformidade com a sua personalidade.” Nos dias atuais a situação não é muito diferente, a cocaína é usada principalmente pelos jovens – futuro da humanidade.  Ela é usada como uma forma de fugir da realidade, visto como uma válvula de escape para os seus problemas, proporcionando assim uma sensação de bem-estar imediato, tornando o usuário totalmente dependente – escravo do vício.

 

 

CRÍTICA EM ADMIRÁVEL MUNDO NOVO

 

O mundo que nos relata a obra “Admirável Mundo Novo” é uma antevisão de um futuro no qual o domínio quase integral das técnicas e do saber científico produz uma sociedade totalitária e desumanizada. Demonstra o controle político face à sociedade e ao mundo através da ciência/tecnologia.

A ciência/tecnologia nesta obra é utilizada de forma extremamente negativa para o ser humano, e de fato não é menos verdade que atualmente se vive numa anarquia em relação à forma como as novas tecnologias, nomeadamente a clonagem, são dirigidas, muito por culpa de políticas e interesses econômicos.

Contudo, quando existem interesses políticos sobre a ciência e tecnologia que colocam a ética no “lixo”, os perigos e os poderes que a ciência e a tecnologia possuem são bem claros, por exemplo: Em  Hiroshima morreram milhares de pessoas e muitas outras sobreviveram com deficiências e traumas que as marcaram para o resto da vida. Ao Estado Americano importava ganhar uma guerra que foi conseguida pela criação da bomba atômica concebida pelos cientistas que descobriram as fórmulas (ciência) e pelos utilizadores da ciência (tecnologia) que a construíram, tudo isto por um interesse político que teve, assim, um desfecho trágico. Por trás da vitória dos Estados Unidos e descoberta das fórmulas químicas da bomba, esconderam-se milhares e milhares de vidas perdidas e outras tantas marcadas pelo sucedido…”

A ciência deve estar a favor da humanidade, procurando resolver os problemas relacionados com o ser humano e nunca contribuir para sua autodestruição. Devia existir um permanente acompanhamento por parte das autoridades competentes no sentido de controlar, observar tudo o que se relaciona com experiências quando estiver em causa toda a humanidade. Como diria Edgar Morin, deve existir “Ciência com consciência”, e talvez todos os seres vivos e o próprio planeta não sairiam prejudicados.

Porém, a ciência como o próprio autor vislumbra, tem sido usada para favorecer os interesses dos dominantes. Estamos longe da República de Platão, governada pelos cientistas em prol da humanidade. Embora se posicionando contra toda forma de autoritarismo, o autor não faz nenhum questionamento mais sério sobre as profundas divisões estruturais do trabalho, coaduna com elas. Tanto é verdade que aventa a possibilidade de tratamentos diferenciados para os países do terceiro mundo, ou subdesenvolvidos. Denota-se que sua preocupação básica é com o ocidente e os riscos e uma ascensão Russa:

 

“Se a superpopulação conduzir os países subdesenvolvidos ao totalitarismo, e se essas novas ditaduras se aliassem com a Rússia, então a posição militar dos Estados Unidos tornar-se-ia menos segura e os preparativos de defesa e retaliação teriam de ser intensificados. (…) e a crise permanente é o que temos a esperar num mundo em que a superpopulação está a produzir um estado de coisas que a ditadura, sob os auspícios comunistas se torna quase inevitável”. (p.35)

 

PAPEL DA MULHER NA OBRA

 

Na obra a mulher é  vista apenas como um radical instrumento reprodutor, ficando limitada a algumas das funções puramente biológicas (empréstimo do óvulo e do útero), estando já em perspectiva a investigação para tornar possível construir úteros artificiais, o derradeiro passo para fabricação, em laboratório,  do ser humano. No processo de clonagem, ficam pervertidas as relações fundamentais da pessoa humana: a filiação, a consangüinidade, o parentesco, a progenitura. Uma mulher pode ser irmã-gêmea de sua mãe, faltar-lhe o pai biológico e ser filha do avô. Com a FIVET (fecundação <in vitro> e transferência de embrião), já se introduziu a confusão no parentesco, mas, na clonagem, verifica-se a ruptura radical de tais vínculos.

Cultiva-se a idéia segundo a qual alguns homens podem ter um domínio total sobre a existência dos outros, a ponto de programarem a sua identidade biológica, aumentando, portanto, a convicção de que o valor do homem e da  mulher não depende da sua identidade pessoal, mas apenas daquelas qualidades biológicas que podem ser apreciadas e por isso selecionadas. São bem visíveis os poderes que a ciência/tecnologia possui; seriam capazes de controlar todo e qualquer ser vivo deste planeta. Podemos afirmar que a humanidade corre perigo?

 

 

INTERTEXTUALIDADES

 

 Filme: O HOMEM SEM SOMBRA

 

O Homem sem Sombra trata de um grupo de cientistas subsidiados pelo governo dos Estados Unidos, que realizava experiências genéticas visando conseguir tornar seres vivos invisíveis, através de um processo de decomposição celular. O ator principal acaba realizando a experiência em si mesmo e sua personalidade se transforma, ou melhor, as características negativas de sua personalidade afloram e o dominam E a partir desse momento muitas atrocidades acontecem.

Se por um lado, as conquistas humanas são uma maravilha que nos assombra, por outro, corremos sérios riscos de hipervalorizar tais conquistas e esquecer os limites da dimensão humana. Surgem, questionamentos éticos e mesmo existenciais aos quais não podemos nos furtar de responder: Haveria um limite para o desenvolvimento humano? Se há, qual seria ele? Quem vai impor esses limites? O que é cientificamente possível é eticamente viável? Para onde caminha a humanidade? Se a destruição é inevitável o que podemos esperar? Se ela pode ser evitada como isso será possível? Até que ponto o homem é senhor de si mesmo?

 

Filme: MATRIX

 

O filme de ficção científica, Matrix, explora a perspectiva futurista numa dimensão virtual. Nessa ‘fábula’ moderna, os indivíduos também são decantados de incubadoras, mas tudo se passa na mente humana. A realidade não existe, pois tudo se torna virtual. Os homens gerados nas incubadoras são meio-máquinas, como as castas baixas do Admirável Mundo Novo, assimilam conhecimentos através de programas de informática avançada. Porém, há uma inversão: não são mais as máquinas que são programadas pelos homens e sim, os homens é que estão sujeitos à dominação da máquina, dos robôs e são mantidos alheios a essa realidade. O filme faz-nos questionar se nosso mundo é real ou se já estamos vivendo um mundo imaginário na mente de algum computador central.

Em Matrix um dos robôs andróides explica que a experiência de se evitar qualquer frustração nos homens não tinha dado certo e por isso fora criada uma nova Matrix, melhor elaborada, que abrigava inclusive os problemas, as guerras, as falhas, as frustrações, as dores humanas. Incrivelmente, satisfaz-se até a “necessidade” de frustração, entendida também como uma necessidade humana. Para que as pessoas não percebam que aquela é apenas uma realidade virtual, criada pelos computadores todos são levados a um estado de semiconsciência do real que lhes induz a ver o imaginário como real. É como se estivemos sonhando ou tendo um pesadelo sem fim. Só alguns poucos mortais fogem a esse padrão e tentam subverter a ordem estabelecida. Sendo constantemente perseguidos e severamente castigados.

O que difere Matrix da “fábula” de Huxley é que lá o mundo não mais está sendo governado por homens e sim por máquinas robôs, tendo como sua matriz, o computador. Todos vivem dentro de uma ordem estabelecida, mas não por alguns homens em detrimento dos outros e sim pelo computador que governa quase todas as mentes humanas. Entretanto há um aparente caos, enquanto que nessa última o caos foi quase todo eliminado, o mundo civilizado dominou o mundo selvagem.

Essas “fábulas científicas” atuais e antigas guardam entre si um ponto de comunicação: todas apontam para uma desumanização do homem, uma morte do indivíduo, embora de pontos de vista diferenciados. Um mundo onde o homem deixa de ser senhor de sua história e se deixa controlar pela máquina que ele mesmo criou. Ambos têm em comum a dominação do espírito humano, que no Matrix é a absorção e criação total da mente humana, e no Admirável Mundo Novo é a perda total da individualidade pelo coletivo, determinada por fatores genéticos e condicionamento constante, controlada pelos donos do poder. A repressão ao elemento subversivo é fundamental nos dois mundos para sua manutenção, garantindo o equilíbrio.

Não queremos crer que isso possa ser possível em nossos dias, mas as pesquisas genéticas avançaram. É assustador, mas dispomos de tecnologia e de conhecimentos científicos que tornam perfeitamente provável a fabricação dessa espécie de “semi-homem”, que tanto horrorizou o Selvagem, no Admirável Mundo Novo. O clone é uma realidade a nos pesar sobre as cabeças. Faz-nos questionar até que ponto pode ir? Quais os limites do homem? O biologicamente possível é eticamente correto? São debates éticos que se travam nos meios científicos, mas aos quais não podemos, embora leigos, ficarmos alheios a esse fato.

 

 

 

 

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21 respostas para Admirável Mundo Novo

  1. Mavi Biasus disse:

    Gostei… Obrigado.

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  2. Iza Avner disse:

    É um livro complexo, sua explanação me ajudou muito no desenvolvimento do meu trabalho. Agradeço. Iza Avner.

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  3. Wellington disse:

    olá, eu gostei, tentei ler o livro, é difícil, confuso, com o trbalho entendi melhor. Obrigado e continue com seu otimo blog.

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  4. Palavras Rabiscadas disse:

    “O bem da humanidade deve consistir em que cada um goze o máximo de felicidade que possa, sem diminuir a felicidade dos outros” ( Aldous Huxley )

    Obrigada pelos gentis comentários.
    Abraços. Marli

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  5. estudante ativo disse:

    obrigado,
    tentei ler o livro, mas era muito dificil e complicado com o resumo ficou mais facil !

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  6. Palavras Rabiscadas disse:

    […]todo o universo é feito de partículas de material, partículas que por mais desinteressantes ou desprovidas de vida que possam parecer, nunca deixam de estar carregadas daquela beleza intensa e vital. […]

    ‘Estudante Ativo’, acredito que deva ser muito estudioso… ou não? Bom, de qualquer forma, deixo aqui um texto de Aldous Huxley, em agradecimento pela visita.

    “Estava eu sentado, perto do mar, a ouvir com pouca atenção um amigo meu que falava arrebatadamente de um assunto qualquer, que me era apenas fastidioso. Sem ter consciência disso, pus-me a olhar para uma pequena quantidade de areia que, entretanto, apanhara com a mão; de súbito vi a beleza requintada de cada um daqueles pequenos grãos; apercebia-me de que cada pequena partícula, em vez de ser desinteressante, era feito de acordo com um padrão geométrico perfeito, com ângulos bem definidos, cada um deles dardejando uma luz intensa; cada um daqueles pequenos cristais tinha o brilho de um arco-íris… Os raios atravessavam uns aos outros, constituindo pequenos padrões, duma beleza tal que me deixava sem respiração… Foi então que, subitamente, a minha consciência como que se iluminou por dentro e percebi, duma forma viva, que todo o universo é feito de partículas de material, partículas que por mais desinteressantes ou desprovidas de vida que possam parecer, nunca deixam de estar carregadas daquela beleza intensa e vital. Durante um segundo ou dois, o mundo pareceu-me uma chama de glória. E uma vez extinta essa chama, ficou-me qualquer coisa que nunca mais esqueci, que me faz pensar constantemente na beleza que encerra cada um dos mais ínfimos fragmentos de matéria à nossa volta” – Aldous Huxley

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  7. vlw… meu professor pegou as questoes da prova baseando nesse resumo ! =D
    abraços

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  8. Palavras Rabiscadas disse:

    Será?? Ele não precisaria recorrer a esse meio, coincidências… /rs/ mas de qqr forma, espero que vc tenha ido bem na prova… Boa sorte no resultado!
    Abraços.

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  9. FERNANDA disse:

    Por favor, me ajude a entender o final…rsrs
    Obrigada!

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  10. Vitor disse:

    Excelente!

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  11. Quizzik disse:

    Peça teatral – Admirável e só para Selvagens, baseada em Admirável Mundo Novo de Huxley, em cartaz no Teatro do Jockey (RJ) só até esse domingo, 26/06/11.

    http://thebest.blog.br/peca-teatral-admiravel-e-so-para-selvagens/

    http://fernandafreitas.wordpress.com/2011/06/07/para-os-selvagens-prazer-e-tudo/

    Segue a trilha sonora da peça:

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  12. – Realmente este livro é maravilhoso. Peguei-o na biblioteca de minha escola. Antes já havia lido sobre este, mas nunca o encontrara.. Um dia sem pretensão alguma, encontrei-o lá dentre tantos livretos e prateleiras, fiquei feliz, pois estava curiosa pra saber o que havia de tão interessante em tal volume. Entretanto, devido a correria do dia a dia, provas e mais provas não paravam de aparecer, e acabei por deixá-lo de lado, ficou na minha estante esquecido por um pouco mais de DOIS MESES! Pois é, dois meses! E o prazo no meu colégio é de uma semana! Comecei a lê-lo a pouco tempo, hoje tenho que terminar, pois amanhã tenho uma redação para fazer sobre o cujo dito. Faltam.. Somente 15 páginas! rs. (coincidencia, minha idade é 15, nem tinha parado pra pensar nisso! rs) Nem sei porque deixei pra terminar hoje. Acho que foi mais pra curiosidade aumentar.. Tá sou uma boba com essas coisas. rs. Mas enfim, né.. Amanhã tenho essa redação e acho que terei que inventar um fim ou novo início para a história. Nem sei como vou fazer isso, pois a perfeição do livro é tão incrível.. Nem sei no que vou mexer.. É, realmente tenho um probleminha.. A leitura do livro não é tão complicada, só em algumas partes, principalmente nas citações de Shakspeare (nem sei se escreve-se assim, mas ok). Não digo que é tão difícil, mas também não é tão fácil, tem lá suas peculiaridades. Mas, espero que me saia bem. Uma boa leitura para quem ainda não teve o prazer de ler o ”Admirável Mundo Novo”, com certeza se apaixonarão! Desejem-me sorte na redação de amanhã! Beijos, Mércia.

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  13. Eliani disse:

    Obrigada. com essa análise posso compreender melhor a obra. O livro é muito louco, mais tem um senso de verdade. Se continuarmos nesse ritmo de “admirável progresso cientifíco” nossa humanidade se desumanizará.

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  14. gustavo ivan disse:

    .

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  15. Diego Paim disse:

    Vale a pena ler o livro pela reflexão que ele propõe, pela realidade futurística que hoje nos parece ser bem possível, mas devo dizer que é uma leitura cansativa, complicada, difícil, a história não empolga em nenhum momento, vai se arrastando até o final..enfim, acredito que o que diferencia ele de 1984 de George Orwell é que, neste a sociedade não só está estruturada de forma diferente como os seus valores mudaram, suas ideologias, sua moral, tudo é diferente de forma que se mantenha a estabilidade social, o controle total do Estado. É estranho, pq ao mesmo tempo que o Estado tem controle sobre tudo, ele não é autoritário, ele não faz uso da força, nem precisa. O condicionamento e alienação é feito de tal forma que as pessoas amam suas condições, amam sua dependencia, e este é o ponto principal do livro que nos mostra um caminho para o poder e controle absoluto que não se percebe em distopias como a de Orwell, cujo n li ainda, mas suponho que seja ótima também.
    Vlw e gostei da sua resenha.

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  16. Pedro disse:

    Perfeito!! Vc tem talento!!

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  17. siorf disse:

    Qual era o objetivo do condicionamento das pessoas no livro Admirável mundo novo?

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  18. juliano cesar de oliveria disse:

    Oi adorei.. muito obrigado, me fez se interessar pelo livro….mas vc já leu o livro reverso escrito pelo autor Darlei… se trata de um livro arrebatador…ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos…..e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos; Além de revelar verdades sobre Jesus jamais mencionados na história…..acesse o link da livraria cultura e digite reverso…a capa do livro é linda ela traz o universo de fundo..abraços. http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?

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  19. Lais Santos disse:

    Ford não tem nada a ver com Freud, é Ford mesmo. Pelo modelo fordista que acompanha todo o livro, desde o processo de reprodução humana, linha de produção em massa.

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  20. Ayana Saito disse:

    Ótimas observações! Porém, ao citar Ford, Huxley se remete a Henry Ford, pai da produção em massa. Se não me engano, não eram todos os indivíduos que temiam os livros, somente os das castas inferiores. Alfas e betas liam bastante, mas somente livros permitidos que não ameaçassem descondicionar alguém. Linda não ensina John a respeito de Deus.

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  21. Olá, gostaria de saber como neste livro qual a razão principal da eliminação das emoções?

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