O Mercador de Veneza

 

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Trata-se de uma das obras mais polêmicas do célebre dramaturgo inglês. Escrito no findar dos anos de 1500, época em que os judeus estiveram ausentes da Inglaterra (foram expulsos em 1290, e só seriam novamente aceitos em 1655), capta as chocantes caricaturas feitas pelos ingleses.
          Em, O Mercador de Veneza, o personagem que mais chama a atenção não é o mocinho, e sim o vilão, criado para dar um tom cômico à peça. Trata-se de um agiota e judeu _ daí a polêmica _ Shylock, retratado como indivíduo desprezível. A vítima, o cristão Antônio, cidadão bem sucedido de Veneza, faz um contrato atípico com o agiota, penhorando 453 gramas de sua própria carne. Agora, o vilão faz questão de tal medonha extração, o que levaria Antônio a morte. O que se observa é a velha e infeliz máxima anti-semita. O judeu “do mal” quer sangue do “bom cristão”.
          Durante anos tal peça foi encenada sempre ascendendo discussões, ou mesmo pregando o anti-semitismo. Nos territórios nazistas, por exemplo, essa se tornou a peça mais popular de Shakespeare nos anos 30 e 40. Após a Segunda Guerra Mundial, a história tornou-se constrangedora e passou a ser exibida somente com interpretações mastigadas, tentando expor inclusive as mazelas do preconceito sofrido pelo próprio Shylock.
          O autor, em seu original, também busca trabalhar com o emocional do vilão, mostrando o lado humano e suas características sentimentais. O fato é que o dramaturgo inglês foi certamente influenciado pela onda insalubre dos judeus presente em sua época. Todavia, é a índole e as convicções ideológicas do leitor ou do expectador de O mercador de Veneza, que vai relativizar ou aceitar a pilhagem anti-semita integralmente.

 

RESUMO DA OBRA

          Bassânio, um nobre veneziano que perdeu toda sua herança, planeja casar-se com Pórcia, uma bela e rica herdeira. Seu amigo Antonio concorda em lhe emprestar o capital necessário para que ele viaje até Belmonte, no continente, onde vive Pórcia. Como Antonio é um mercador, toda a sua fortuna está investida numa frota de navios mercantes que navegam em águas estrangeiras. Então ele faz um empréstimo com Shylock, um mercenário judeu que concorda em emprestar o dinheiro desde que Antonio empenhe uma libra de sua própria carne como garantia. Bassânio chega a Belmonte e descobre que para ganhar a mão de Pórcia terá que se submeter a um teste envolvendo três arcas deixado pelo pai da moça antes de morrer. Graças a um truque de Pórcia ele se dá bem, mas logo após o casamento chega a noticia que os barcos de Antonio naufragaram e ele perdeu toda sua fortuna, estando sua vida, agora, nas mãos de Shylock. Bassânio volta então para Veneza enquanto Pórcia arquiteta um plano para salvar Antonio e testar o amor de Bassânio por ela.

 

PERSONAGENS

SALARINO; SALÂNIO; BASSÂNIO; GRAZIANO; LOURENÇO; PÓRCIA; NERISSA / EMÍLIA; SHYLOCK; PRÍNCIPE DE MARROCOS; ESTEFÂNIA; LANCELOTE; VELHO GOBBO/DOGE; JÉSSICA; TUBAL; CARCEREIRO

 

TEMPO E ESPAÇO

          Rivalidade em Veneza. Mostra ambição e sentimentos do próprio homem. A tragédia foi o que ele mais tentou protagonizar.

 

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA OBRA

 

DESTINO: O homem faz seu próprio destino.

REPRESENTAÇÃO SOCIAL: Pórcia (rica); Bassanio (humilde); Antonio (Classe média)

SUPERAÇÃO: os personagens procuram superar suas deficiências pessoais.

HUMANITARISMO: A obra só acontece devido os fatos de origem humana.

VIOLÊNCIA:  Shylock vai tentar se vingar de Antônio pela humilhação sofrida.

 

INTERTEXTUALIDADES

 

O AUTO DA COMPADECIDA: Sertanejos disfarçam de ricos para conquistar seu “amor”.

O PIANISTA

DIREITO

Marli Savelli de Campos

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29 respostas para O Mercador de Veneza

  1. O anti – Semitismo é muito antigo.

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  2. Palavras Rabiscadas disse:

    O fanatismo não é bom nem de um lado nem de outro. Diferentes pensamentos (religiões/culturas) sempre existiram e existirão. Cada um segue a fé que teve influência na sua vida em particular. Se procurarmos contradições, falhas e tudo mais, em todas encontraremos. A religião é criada e imposta por “homens”, logo, imperfeitos, portanto “Deus é único”, e veio pregar o amor e a paz e não disseminar a guerra de religiões como as pessoas tem feito de sua crença.

    O assunto é polemico e complexo, e acredito que nunca chegaremos a um consenso geral. Eu acredito que a Verdade está comigo e voce acha que está contigo ( a Verdade que eu digo é o caminho até chegar Nele, pois Deus é Único, e isso que importa)… E já outros, não acham nada – tem intolerância à religião… enfim, como você mesmo disse, acontece desde os primórdios e continuará por todas as gerações vindouras…

    Apresentei o meu pensamento, apenas… Obrigada pela visita. Abraços. Marli.

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  3. Palavras Rabiscadas disse:

    Deixo aqui um fragmento da oração de Gandhi e faço dela também a minha…

    ” (…) Ajuda-me a ver sempre a outra face da moeda.// Não deixe-me acusar de traição os demais por não pensarem como eu. // Ensina-me a amar as pessoas como a ti mesmo e não a julga-las como os demais. (…)”

    https://mscamp.wordpress.com/2009/08/04/pensamentos-para-semana/

    O mundo seria de paz, se todos compartilhassem desse pensamento, mas como nada é unânime, vivemos em guerra.

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  4. gabriel disse:

    eu amei a obra :*

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  5. Palavras Rabiscadas disse:

    É uma bela obra, realmente… Abs.

    Marli.

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  6. Mario disse:

    Até onde podem as paixões nos levar?

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  7. Vanessa C. Silvestre disse:

    Belíssima frase de Gandhi!!!

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  8. Reginaldo disse:

    oooooooooooooooooooi, tudo bem com você? [sei lá]
    suave na nave?
    de boa na lagoa manos e minas? [sei lá mermão]
    o barato ai, ta zicka maanow , ta louco o baguuuioow ai!
    valeu por da uma força ai pra gente manos e minaas, valeu o baguiow ta louco em?
    manda um salve ai pow povo sakas?

    valeu pela força tiiiow!

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  9. Liana Fabricio disse:

    Fiquei instigada e lerei a obra. Valeu! Abraço

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  10. Isis disse:

    A obra de Shakespeare é atemporal, pois trata de assuntos ligados ao espírito humano.

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  11. wenderson disse:

    eu gostei muito desse livro

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  12. wenderson disse:

    eu gostei muito do livro e vcs

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  13. carolzinha disse:

    q massa!

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  14. JARDEL disse:

    eu axei massa

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  15. Putz disse:

    É muito interessante a intertextualidade com o direito comercial.

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  16. ana disse:

    amei me ajudou muito….

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  17. frederico disse:

    eu li esta tranqueira! não entendi nada!

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  18. Babaçu disse:

    Otimamente ótimo adorei o livro

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  19. marcia lailin disse:

    o livro é bem fraco e o filme nem se fala um trash

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  20. Heliton Pimentel disse:

    Terei que ler a obra para um trabalho da faculdade.

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  21. faveri Luiza disse:

    Não consigo ver a peça como comédia, vejo sim uma realidade ainda presente em nossos dias e isto me entristece muito. Não consigo rir das desgraças . espero que um dia o ser humano se torne melhor de forma homogenia.

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  22. luana disse:

    Adorei o livro espero tirar 10 muito legal a historia dele toca nosso coraçao a luta dele para conquistar porcia e demais

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  23. Milena disse:

    Miih Ajudou Mtt .
    Obg ^_^

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  24. elanesa disse:

    eu adorei

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  25. elanesa disse:

    muito bom eu amo

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  26. ALOLOLOLOLOLOLOLOLO disse:

    Tenho 15 anos e amei essa obra vou procurar mais desse estilo se alguem me recomendar uma ficarei grato

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  27. obrigado precisava de um resumo pequeno para trabalho e consegui !!

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  28. ocoilson disse:

    leiam livro do lobinho…
    é a melhor obra de literatura barroca.

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  29. brazilino disse:

    Fui convencido por todos que já leram o livro. Prometo que irei ler, ou lerei o livro. Abraços fraternos

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