Arquivo da tag: Poemas e Poesias

Enquanto Faço Verso… Hilda Hist

Enquanto faço o verso, tu decerto vives. Trabalhas tua riqueza, e eu trabalho o sangue. Dirás que sangue é o não teres teu ouro E o poeta te diz: compra o teu tempo Contempla o teu viver que corre, escuta … Continuar lendo

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Aviso

AVISO  Se me quiseres amar, terá de ser agora: depois estarei cansada. Minha vida foi feita de parceria com a morte: pertenço um pouco a cada uma, pra mim sobrou quase nada. Ponho a máscara do dia, um rosto cômodo … Continuar lendo

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“Orações e poemas são a mesma coisa: palavras que pronunciamos a partir do silêncio, pedindo que o silêncio nos fale.” Rubem Alves

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O ÚLTIMO POEMA – Mario Quintana

Enquanto me davam a extrema-unção, Eu estava distraído… Ah, essa mania incorrigível de estar Pensando sempre n’outra coisa! Aliás, tudo é sempre outra coisa – segredo da poesia – E, enquanto a voz do padre zumbia como um besouro, Eu … Continuar lendo

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ADELIA PRADO,

De vez em quando Deus me tira a poesia. Olho pedra, vejo pedra mesmo. O mundo, cheio de departamentos, não é a bola bonita caminhando solta no espaço. Adélia Prado

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PAULO LEMINSKI

a noite – enorme tudo dorme menos teu nome Paulo Leminski

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DOS LIVROS – Mario Quintana

Não percas nunca, pelo vão saber, A fonte viva da sabedoria. Por mais que estudes, que te adiantaria, Se a teu amigo tu não sabes ler? Mário Quintana

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NUNCA… Florbela Espanca

Nunca fui como todos Nunca tive muitos amigos Nunca fui favorita Nunca fui o que meus pais queriam Nunca tive alguém que amasse Mas tive somente a mim A minha absoluta verdade Meu verdadeiro pensamento O meu conforto nas horas … Continuar lendo

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FOME DA ALEGRIA – Adelia Prado

Um dia, apanhando goiabas com a menina, Ela abaixou o galho e disse pro ar – inconsciente de que me ensinava – ‘goiaba é uma fruta abençoada’. Seu movimento e rosto iluminados Agitaram no ar poeira e Espírito: O Reino … Continuar lendo

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E VOCÊ?… – Charles Bukowski

Há um pássaro azul no meu coração que quer sair, mas estou muito duro com ele. Eu disse: “Fique aí, não vou deixar ninguém ver você”. Há um pássaro azul no meu coração que quer sair, mas eu derramei uísque … Continuar lendo

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NEM TUDO É FÁCIL – Cecilia Meireles

É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste. É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada. É difícil ser fiel, assim como é fácil se aventurar. É difícil valorizar um amor, assim … Continuar lendo

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ANIVERSÁRIO DE FERNANDO PESSOA

Parabéns, Fernando Pessoa!… 123 aninhos… Viva! Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935 ANIVERSÁRIO No tempo em que festejavam o dia dos meus anos, Eu era feliz e ninguém estava morto. Na casa antiga, … Continuar lendo

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INSCRIÇÃO PARA UMA LAREIRA – Mário Quintana

A vida é um incêndio: nela dançamos, salamandras mágicas Que importa restarem cinzas se a chama foi bela e alta? Em meio aos toros que desabam, cantemos a canção das chamas! Cantemos a canção da vida, na própria luz consumida… … Continuar lendo

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AMOR DE OSTRA – Affonso Romano de Sant’Anna

Nunca soube como as ostras amam. Sei que elas tem um jeito suave de estremecer diante da vida e da morte. Tens um jeito de acomodar teu corpo ao meu como na concha. Eu não sabia como as ostras amam … Continuar lendo

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DESTINO – José Saramago

Afinal, há é que ter paciência,  dar tempo ao tempo,  já devíamos ter aprendido, e de uma vez para sempre,  que o destino tem de fazer  muitos rodeios para chegar  a qualquer parte. José Saramago

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A CARTA – Mario Quintana

Hoje encontrei dentro de um livro uma velha carta amarelecida, Rasguei-a sem procurar ao menos saber de quem seria… Eu tenho um medo Horrível A essas marés montantes do passado, Com suas quilhas afundadas, com Meus sucessivos cadáveres amarrados aos … Continuar lendo

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Carl Jung

Conheças todas as teorias, domine todas as técnicas, mas quando tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana. Carl Gustav Jung

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SENTIDO – Alice Ruiz

Que fique muito mal explicado Não faço força pra ser entendido Quem faz sentido é soldado Para todos os efeitos meus defeitos não são meus Que importa o sentido se tudo vibra? Não importa o sentido O bramido do meu … Continuar lendo

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JANA GANA MANA

JANA GANA MANA (em Bangla : Jono Gono Mono) “O Espírito de todo o povo” por Robindronath Tagore (letra e música) HINO NACIONAL DA ÍNDIA Tradução da versão inglesa por Cecília Meireles Tu és o que comandas o espírito do … Continuar lendo

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O MAPA – Mario Quintana

Olho o mapa da cidade Como quem examinasse A anatomia de um corpo…   (É nem que fosse o meu corpo!)   Sinto uma dor infinita Das ruas de Porto Alegre Onde jamais passarei…   Há tanta esquina esquisita, Tanta … Continuar lendo

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DO AMOROSO ESQUECIMENTO – Mario Quintana

Eu, agora – que desfecho! Já nem penso mais em ti… Mas será que nunca deixo De lembrar que te esqueci?   Mário Quintana      

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COM AGULHAS DE PRATA – Cecília Meireles

Com agulhas de prata de brilho tão fino bordai as sedas do vosso destino. Bordai as tristezas de todos os dias e repentinamente as alegrias. Que fiquem as sedas muito primorosas mesmo com lágrimas presas nas rosas. Com agulhas de … Continuar lendo

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A NAMORADA – Manoel de Barros

Havia um muro alto entre nossas casas. Difícil de mandar recado para ela. Não havia e-mail. O pai era uma onça. A gente amarrava o bilhete numa pedra presa por um cordão E pinchava a pedra no quintal da casa … Continuar lendo

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ÍSIS – Cecília Meireles

E diz-me a desconhecida: “Mais depressa! Mais depressa! Que eu vou te levar a vida!… Finaliza! Recomeça! Transpõe glórias e pecados!…” Eu não sei que voz seja essa Nos meus ouvidos magoados: Mas guardo a angústia e a certeza De … Continuar lendo

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14 de março – Dia Nacional da Poesia

          A poesia ganhou um dia específico, sendo este criado em homenagem ao poeta brasileiro Antônio Frederico de Castro Alves (1847-1871), no dia de seu nascimento, 14 de março. Poeta do romantismo, ele foi um dos maiores nomes da poesia … Continuar lendo

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AMOR VIOLETA – Adelia Prado

O amor me fere é debaixo do braço, de um vão entre as costelas. Atinge meu coração é por esta via inclinada. Eu ponho o amor no pilão com cinza e grão de roxo e soco. Macero ele, faço dele … Continuar lendo

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MEU ANJO, ESCUTA – Gonçalves Dias

Meu anjo, escuta: quando junto à noite Perpassa a brisa pelo rosto teu, Como suspiro que um menino exala; Na voz da brisa quem murmura e fala Brando queixume, que tão triste cala No peito teu? Sou eu, sou eu, … Continuar lendo

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O ANEL DE VIDRO – Manuel Bandeira

Aquele pequenino anel que tu me deste, – Ai de mim – era vidro e logo se quebrou Assim também o eterno amor que prometeste, – Eterno! era bem pouco e cedo se acabou. Frágil penhor que foi do amor … Continuar lendo

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O JARDINEIRO – Robindronath TAGORE

És como a nuvem da tarde flutuando no céu do meu sonho. Posso criar-te e modelar-te segundo os caprichos do meu amor. E és minha, ó habitante dos meus sonhos infinitos. Os teus pés estão orvalhados pela gloria do meu … Continuar lendo

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LICENÇA – Adélia Prado

Exausto – Eu quero uma licença de dormir, perdão pra descansar horas a fio, sem ao menos sonhar a leve palha de um pequeno sonho. Quero o que antes da vida foi o sono profundo das espécies, a graça de … Continuar lendo

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CHOVEM DUAS CHUVAS – Cecília Meireles

Chovem duas chuvas: de água e de jasmins por estes jardins de flores e de nuvens. Sobem dois perfumes por estes jardins: de terra e jasmins, de flores e chuvas. E os jasmins são chuvas e as chuvas, jasmins, por … Continuar lendo

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FLOR DE LÓTUS – Robindronath TAGORE

No dia em que a flor de lótus desabrochou A minha mente vagava, e eu não a percebi. Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida. Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim. Acordei do meu sonho … Continuar lendo

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ONDE A ALMA VIVA SEM MEDO – Robindronath Tagore

                 e a cabeça ande ergueita,                   onde o saber seja livre,                   onde o mundo não fique esnaquizado                   pelos estreitos muros das vivendas,                   onde as palavras surjam do fundo da verdade,                   onde a luita sem pausa                   tenda os braços cara … Continuar lendo

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A PALAVRA MÁGICA – Carlos Drummond de Andrade

Certa palavra dorme na sombra de um livro raro. Como desencantá-la? É a senha da vida a senha do mundo. Vou procurá-la. Vou procurá-la a vida inteira no mundo todo. Se tarda o encontro, se não a encontro, não desanimo, … Continuar lendo

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ALÉM DA TERRA, ALÉM DO CÉU – Carlos Drummond de Andrade

Além da Terra, além do Céu, no trampolim do sem-fim das estrelas, no rastro dos astros, na magnólia das nebulosas. Além, muito além do sistema solar, até onde alcançam o pensamento e o coração, vamos! vamos conjugar o verbo fundamental … Continuar lendo

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AMAR – Carlos Drummond de Andrade

Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar? amar e esquecer, amar e malamar, amar, desamar, amar? sempre, e até de olhos vidrados amar? Que pode, pergunto, o ser amoroso, sozinho, em rotação universal, senão rodar também, e amar? amar … Continuar lendo

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COM LICENÇA POÉTICA – Adélia Prado

Quando nasci um anjo esbelto, desses que tocam trombeta, anunciou: vai carregar bandeira. Cargo muito pesado pra mulher, esta espécie ainda envergonhada. Aceito os subterfúgios que me cabem, sem precisar mentir. Não sou feia que não possa casar, acho o … Continuar lendo

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QUADRILHA – Carlos Drummond de Andrade

João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e … Continuar lendo

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O Último Trato – Robindronath TAGORE

Certa manhã eu ia pela pedregosa estrada, quando com a espada na mão, chegou o Rei em sua carruagem. “Eu me vendo!”, gritei. O Rei pegou minha mão e disse: “Sou poderoso, eu posso te comprar”. Mas de nada valeu o … Continuar lendo

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AMOR PACÍFICO E FECUNDO – Tagore

Não quero amor que não saiba dominar-se, desse, como vinho espumante, que parte o copo e se entorna, perdido num instante. Dá-me esse amor fresco e puro como a tua chuva, que abençoa a terra sequiosa, e enche as talhas … Continuar lendo

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A COISA – Mário Quintana

A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra. O leitor entende uma terceira coisa… e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita.

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COMO DIZIA O POETA – Vinicius de Moraes

Quem já passou por essa vida e não viveu Pode ser mais, mas sabe menos do que eu Porque a vida só se dá pra quem se deu Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu Ah, quem nunca … Continuar lendo

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Poetas Estrangeiros

POETAS ESTRANGEIROS   Acesse Os Mais Populares: Emily Dickinson Robert Service T. S. Eliot William Butler Yeats Robert Frost W. H. Auden Dorothy Parker Sara Teasdale E. E. Cummings John Donne Christina Rossetti William Shakespeare William Wordsworth Amy Lowell Paul … Continuar lendo

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RECEITA DE ANO NOVO – Carlos Drummond de Andrade

Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor de arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido (mal vivido ou talvez sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de … Continuar lendo

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Aninha e suas pedras – Cora Coralina

Não te deixes destruir… Ajuntando novas pedras e construindo novos poemas. Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça. Faz de tua vida mesquinha um poema. E viverás no coração dos jovens e na … Continuar lendo

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SE CADA DIA CAI – Pablo Neruda

Se cada dia cai, dentro de cada noite, há um poço onde a claridade está presa. há que sentar-se na beira do poço da sombra e pescar luz caída com paciência.

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A UMAS SAUDADES – Gregório de Matos

Parti, coração, parti, navegai sem vos deter, ide-vos, minhas saudades a meu amor socorrer. Em o mar do meu tormento em que padecer me vejo já que amante me desejo navegue o meu pensamento: meus suspiros, formai vento, com que … Continuar lendo

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VERSOS ÍNTIMOS – Augusto dos Anjos

Vês?! Ninguém assistiu ao formidável Enterro de tua última quimera. Somente a Ingratidão – esta pantera – Foi tua companheira inseparável! Acostuma-te a lama que te espera! O Homem que, nesta terra miserável, Mora entre feras, sente inevitável Necessidade de … Continuar lendo

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IDEALISMO – Augusto do Anjos

Falas de amor, e eu ouço e calo! O amor da Humanidade é uma mentira. É. E é por isto que na minha lira De amores fúteis poucas vezes falo. O amor! Quando virei por fim a amá-lo?! Quando, se … Continuar lendo

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TIMIDEZ – Cecília Meireles

Basta-me um pequeno gesto, feito de longe e de leve, para que venhas comigo e eu para sempre te leve… – mas só esse eu não farei. Uma palavra caída das montanhas dos instantes desmancha todos os mares e une … Continuar lendo

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RAZÃO DE SER – Paulo Leminski

Escrevo. E pronto. Escrevo porque preciso, preciso porque estou tonto. Ninguém tem nada com isso. Escrevo porque amanhece, E as estrelas lá no céu Lembram letras no papel, Quando o poema me anoitece. A aranha tece teias. O peixe beija … Continuar lendo

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POESIA – Carlos Drummond de Andrade

Se procurar bem você acaba encontrando. Não a explicação (duvidosa) da vida, Mas a poesia (inexplicável) da vida.

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O ARANHOL – Menotti del Picchia

No tear dos juncos aquáticos à beira do lago de opala D. Aranha uma artista abriu sua oficina de modista. Urde um tecido de gala rico e decorativo tendo como motivo os raios geométricos de uma estrela. Tela fina com … Continuar lendo

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O GUARDADOR DE REBANHOS – Fernando Pessoa

heterônimo Alberto Caeiro   O GUARDADOR DE REBANHOS Eu nunca guardei rebanhos, Mas é como se os guardasse. Minha alma é como um pastor, Conhece o vento e o sol E anda pela mão das Estações A seguir e a … Continuar lendo

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O SOBREVIVENTE – Carlos Drummond de Andrade

Impossível compor um poema a essa altura da evolução da humanidade. Impossível escrever um poema – uma linha que seja – de verdadeira poesia. O último trovador morreu em 1914. Tinha um nome de que ninguém se lembra mais. Há … Continuar lendo

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CRISTO – Cruz e Souza

Cristo morreu, ó tristes criaturas, Era matéria como vós, morreu; E quando a noite sepulcral desceu Gelou com Ele o oceano das ternuras. Nunca outro sol de irradiações mais puras Subiu tão alto e tanto resplendeu, Nunca ninguém tão firme … Continuar lendo

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LÍNGUA PORTUGUESA – Olavo Bilac

Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura: Ouro nativo, que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela… Amote assim, desconhecida e obscura, Tuba de alto clangor, lira singela, Que tens … Continuar lendo

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BLUSA FÁTUA – Vladimir Maiakóvski

Costurarei calças pretas com o veludo da minha garganta e uma blusa amarela com três metros de poente. pela Niévski do mundo, como criança grande, andarei, donjuan, com ar de dândi. Que a terra gema em sua mole indolência: “Não … Continuar lendo

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NAMORADOS – Manuel Bandeira

O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: – Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com a sua cara. A moça olhou de lado e esperou. – Você não sabe quando a gente é criança e … Continuar lendo

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O EXEMPLO DAS ROSAS – Manuel Bandeira

Uma mulher queixava-se do silêncio do amante: – Já não gostas de mim, pois não encontras palavras para me louvar! Então ele, apontando-lhe a rosa que lhe morria no seio: – Não será insensato pedir a esta rosa que fale? … Continuar lendo

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Procura da Poesia

Não faças versos sobre acontecimentos. Não há criação nem morte perante a poesia. Diante dela, a vida é um sol estático, não aquece nem ilumina. As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam. Não faças poesia com o corpo, … Continuar lendo

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TARDE – Vinicius de Moraes

Na hora dolorosa e roxa das emoções silenciosas Meu espírito te sentiu. Ele te sentiu imensamente triste Imensamente sem Deus Na tragédia da carne desfeita. Ele te quis, hora sem tempo Porque tu eras imagem, sem Deus e sem tempo. … Continuar lendo

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O MENINO LOUCO – Mario Quintana

Eu te paguei minha pesada moeda Poesia… Ó teus espelhos deformantes e límpidos Como a água! Sim, desde menino, Meus olhos se abriam insones como flores no escuro Até que, longe, no horizonte, eu via A lua vindo, esbelta como … Continuar lendo

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ETERNIDADE INÚTIL – Cecília Meireles

Até morrer estarei enamorada de coisas impossíveis: tudo que invento, apenas, e dura menos que eu, que chega e passa. Não chorarei minha triste brevidade: unicamente alheia, a esperança plantada em tristes dunas, em vento, em nuvem, n’água. A pronta … Continuar lendo

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ESTUPOR – Paulo Leminski

Esse súbito não ter Esse estúpido querer Que me leva a duvidar Quando eu devia crer Esse sentir-se cair Quando nao existe lugar Aonde  se possa ir Esse pegar ou largar Essa poesia vulgar Que não me deixa mentir

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ÓPERA FANTASMA – Paulo Leminski

Nada tenho. Nada me pode ser tirado. Eu sou o ex-estranho, O que veio sem ser chamado E, gato, se foi Sem fazer nenhum ruído.

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A Lucidez Perigosa – Clarice Lispector

Estou sentindo uma clareza tão grande que me anula como pessoa atual e comum: é uma lucidez vazia, como explicar? assim como um cálculo matemático perfeito do qual, no entanto, não se precise. Estou por assim dizer vendo claramente o … Continuar lendo

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DEUS, QUE SERÁ DE TI? – Rainer Maria Rilke

Que farás tu, meu Deus, se eu perecer? Eu sou o teu vaso – e se me quebro? Eu sou tua água – e se apodreço? Sou tua roupa e teu trabalho Comigo perdes tu o teu sentido. Depois de … Continuar lendo

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O GRILO – Mario Quintana

O grilo procura no escuro o mais puro diamante perdido. O grilo com as suas frágeis britadeiras de vidro perfura as implacáveis solidões noturnas. E se o que tanto busca só existe em tua limpida loucura – que importa? – … Continuar lendo

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