PENSAMENTO – Robindronath TAGORE

10 06 2011

“Transformai uma árvore em lenha que ela arderá; mas, a partir de então, não dará mais flores, nem frutos.” 

 R. Tagore

 





JANA GANA MANA

8 05 2011

JANA GANA MANA
(em Bangla : Jono Gono Mono)

“O Espírito de todo o povo”
por Robindronath Tagore (letra e música)

HINO NACIONAL DA ÍNDIA
Tradução da versão inglesa por Cecília Meireles

Tu és o que comandas o espírito do povo
Tu, o Dispensador do destino da Índia.
Teu nome anima o coração do Penjab, do Sind,
Gujerate e Marata, de Dravid, Orissa e Bengala;
Ecôa nos montes dos Vindias e Himalaias,
mistura-se à música do Jamuna e do Gangues,
e transforma-se em ondas do Oceano Índico.                                                                                                              Éles imploram tuas bençãos e entôam-te louvores :
A Ti, ó Dispensador do destino da Índia,
Vitória, Vitória, Vitória !

Tua voz, noite e dia, viaja de terra em terra,
convocando Indus, Budistas, Sikhis e Jainas em redor do teu trono.
e Parsis, Muçulmanos e Cristãos.
Ao teu santuário vêm oferendas, de Leste e Oeste,
Para serem tecidas numa corôa de amor.
Tu reunes os corações dos povos na harmonia de uma só vida :
Vitória, Vitória, Vitória!

Eterno condutor, guias o carro da história humana
pela estrada revolta por grandeza e decadência das Nações.
Em meio de tôdas as atribulações e terrores,
sôa tua trombeta, para animar os que despertam e desfalecem
e conduzir todos os povos por seus caminhos de perigos e peregrinação.
A Ti, ó Dispensador do Destino da Índia,
Vitória, Vitória, Vitória!

Quando a longa terrível noite era de treva espessa,
e a pátria ainda jazia num torpor,
teus braços maternais a sustentaram,
teus olhos vigilantes se inclinaram para o seu rosto
até que ela se libertasse dos negros sonhos maléficos
que oprimem o espírito.
A Ti, ó Dispensador do destino da Índia,
Vitória, Vitória, Vitória!

A noite clareia, o sol levanta-se no Oriente,
cantam os pássaros, a brisa matinal traz um bulício de vida nova.
Tocada pelos raios de ouro do teu amor,
a Índia desperta e inclina a cabeça a teus pés :
A Ti, ó Rei dos reis, a Ti, ó Dispensador do destino da Índia,
Vitória, Vitória, Vitória!”
…………………………………………………..

    Notas aclaratórias sobre este Poema-Canção elaboradas pelo Prof. José Paz da Galiza :
    1. – Onde aparece a letra “j” deve ler-se sempre como o nosso “lh”
    2.- Fez algumas correções para a pronuncia certa de nomes e palavras indianos. (ex. Gangues)
    3.- Este poema-canção de Tagore foi adoitado como Hino oficial da Índia em 1950, após a independência. 
        Quando tambem foi aprovado o escudo e a bandeira. Nehru foi um dos que mais apoiou que fora este poema tagoreano, no lugar de Vande Mataram de Bonkim Chondro Chottopadhyay. Que fora o cântico de luita durante anos dos indianos pola independência da Índia, do jugo británico.
    4.- O dia 27 de dezembro de 1911, no Congresso Nacional Indiano foi interpretada esta canção por primeira vez, e em idioma Bangla (bengalí). Nos seguintes dias foi adoitada já como canção oficial do Congresso. Hoje é este o partido maioritário que governa na República da Índia, com apoio de outros partidos. A líder do mesmo é Sonia Gandhi, esposa de Rajiv Gandhi (filho de Indira e neto de Nehru), que falecera num atentado.
     5.- Existiu certa polêmica por ter adoitado o poema de Tagore como hino, pois parece ser que este poema fora escrito para uma receição ao virrei británico. Mas ao final foi aceite por todos, posto que em ele se reflicte a irmandade e solidariedade entre os diferentes povos, estados, culturas e religiões do sub-    continente indiano. No que, dentro da sua grande diversidade, existe uma grande unidade entre todos (por exemplo : só existe uma bandeira, a laranja, branca e verde). Na Índia é muito importante que, dada a grande diversidade, todas as pessoas se respeitem, à margem de ideias, credos, idiomas e filosofias.
         Por isto, normalmente trunfam nas eleições os partidos laicos, como o do Congresso, para evitar  conflitos inter-religiosos, que seriam muito graves neste imenso país que é Índia. O país da Paz, das  cores, de Gandhi e Tagore (como o denomino eu).





FELIZ NOSTALGIA

6 05 2011

(7/5/1861-7/8/1941- Calcutá – Índia)
 

Conheça a Casa Poética de Tagore : “Lá, onde, para dormir, se estendem as nuvens do espaço infinito construí minha casa, ó Poesia, para te receber.” (Tagore)

FELIZ NOSTALGIA
 
A noite chega, festa esplêndida
O Sol entra para brilhar
Sirva-se de algo triste, um aperitivo
É hora de começar
No cálice, a luz de um claro vinho
É preciso se embriagar
A melodia nostálgica vamos dançar
( Lábios ao fulgor do sol
num beijo que derrete o céu )
Chora a canção que fiz agora,
S o l  O u ç a  nesta hora
Vestido de gala, à tua mesa, na sala
No peito a última cantiga

que no íntimo abriga
Mil notas! Mais brindes!
Os anjos chamam e a taça se derrama.
 
Marli Savelli de Campos

 

http://casapoeticadetagore.blogspot.com/





PENSAMENTO -Tagore

29 04 2011

“O vagalume falou para as estrelas: – suas luzes um dia se apagarão. As estrelas nada responderam…”





O JARDINEIRO – Robindronath TAGORE

22 02 2011

És como a nuvem da tarde
flutuando no céu do meu sonho.
Posso criar-te e modelar-te segundo
os caprichos do meu amor.
E és minha, ó habitante dos meus
sonhos infinitos.

Os teus pés estão orvalhados pela gloria
do meu desejo, ó respingadora dos meus cânticos
da tarde.
Os teus lábios tornaram-se amargos e doces
pelo vinho da minha dor.
E és minha, ó habitante dos meus
sonhos solitários.

É a sombra das minhas paixões que torna
sombrios os teus olhos. És a alucinação do
meu olhar.
Eis que te prendi e envolvi nas malhas dos
meus cânticos, ó meu amor.
E és minha, ó habitante dos meus
sonhos imortais.

Poema 30 de O Jardineiro
por Robindronath Tagore  

Nota : Este poema, ademais de formoso, é muito importante e em Bengala é uma cantiga de amor muito linda e popular titulada “Tumi sondaro meghomala”. È um prazer escutá-la na voz do intérprete Sumon Kobir. Tambem influiu em Pablo Neruda, que no seu famoso livro Vinte poemas de amor realiza  uma paráfrase deste poema, que é que leva o número 16.

 

Recebido por e-mail de Prof. José PAZ Rodrigues, em 18/02/2011, a quem devo meus agradecimentos.





FLOR DE LÓTUS – Robindronath TAGORE

4 02 2011

No dia em que a flor de lótus desabrochou
A minha mente vagava, e eu não a percebi.
Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida.
Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim.
Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro
De um perfume no vento sul.
Essa vaga doçura fez o meu coração doer de saudade.
Pareceu-me ser o sopro ardente no verão, procurando completar-se.
Eu não sabia então que a flor estava tão perto de mim,
Que ela era minha, e que essa perfeita doçura
Tinha desabrochado no fundo do meu coração.





ONDE A ALMA VIVA SEM MEDO – Robindronath Tagore

3 02 2011

                 e a cabeça ande ergueita,

                  onde o saber seja livre,

                  onde o mundo não fique esnaquizado

                  pelos estreitos muros das vivendas,

                  onde as palavras surjam do fundo da verdade,

                  onde a luita sem pausa

                  tenda os braços cara à perfeição,

                  onde a clara fontenla da razão

                  não se desnorte

                  na triste gándara da rotina,

                  onde a mente goce do teu pulo

                  cara às acções e mais os pensamentos

                  liberadores:

                  permite, ó meu Pai, que a Pátria minha

                  desperte nesse paraíso de liberdade! 

Poema 35 de Oferenda lírica (Guitanioli), de Robindronath Tagore, traduzido para galego-português por José-Mª Monterroso Devesa em fevereiro de 1970, incluido como primeiro no folheto clandestino Berro, publicado em Montevidéu, baixo o seudónimo de Andrés Terra, em 1976, pelo impressor galego José Pampín Golán, cuja ortografia actualiza-se agora. 

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Recebido por e-mail de Prof. José PAZ Rodrigues, em 02/02/2011

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